Voluntário da vacina de Oxford morto recebeu placebo, afirma revista

Voluntário da vacina de Oxford morto recebeu placebo, afirma revista
No Brasil, vacina da AstraZeneca pode realizar testes em 10.000 pessoasFoto: Divulgação

O voluntário brasileiro que participou dos testes da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, e morreu na última quinta-feira, 15, não recebeu o imunizante e sim, placebo, de acordo com uma fonte ligada ao consórcio que está realizando os testes. O voluntário era o médico João Pedro Rodrigues Feitosa, de 28 anos. As informações são da revista Veja.

A notificação de óbito foi divulgada nesta quarta-feira, 21, embora tenha tomado conhecimento do caso na segunda-feira, 19.

No entanto, por conta do sigilo legal, o laboratório, bem como, os centros responsáveis pelos testes e a Anvisa não informam oficialmente se o voluntário recebeu o placebo ou não.

O placebo utilizado nos testes da vacina de Oxford não é uma água qualquer, mas a vacina meningocócica ACWY. Neste momento, técnicos do Ministério da Saúde e da Anvisa estão em contato contato com cientistas da AstraZeneca para entender o que aconteceu com o voluntário.

No Brasil, a vacina tem aval para ser testada em 10.000 pessoas com idades superiores a 18 anos.

“Com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação”, disse a Anvisa, por meio de nota.

“A Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira”, completou.

O médico estava desde março na linha de frente do atendimento aos casos de Covid-19, em UTIs e emergências, em dois hospitais, um privado, outro municipal, ambos na Zona Norte do Rio.

Sua morte surpreendeu os mais próximos, visto que não sofria de comorbidades. Ele teria recebido uma dose de substância testada pela AstraZeneca/Oxford no fim de julho. Adoeceu em setembro e seu quadro se agravou até vir a falecer, de acordo com a matéria.

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