“Vacinação no contexto social é um pacto”, diz médica sobre todos receberem imunizante contra Covid-19

“Vacinação no contexto social é um pacto”, diz médica sobre todos receberem imunizante contra Covid-19
A médica Melissa Palmieri acredita que, com a vacina, o Brasil consiga atingir a segurança para conter o avanço do novo coronavírus em até 10 mesesFoto: Divulgação

O Brasil pode conseguir imunizar, entre oito e 10 meses, o número suficiente de pessoas para garantir a segurança na proliferação do novo coronavírus, caso haja insumo para produção nacional. A informação foi divulgada pela médica especialista em Vigilância em Saúde, Melissa Palmieri, durante entrevista ao programa Isso é Bahia, na rádio A TARDE FM, na manhã desta sexta-feira, 22.

De acordo com ela, o cronograma de produção do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi impactado pela falta de ingredientes farmacêuticos da China, peças fundamentais para a confecção da vacina.

“O Brasil é especialista em campanha de vacinação. Nós conseguimos fazer uma campanha de vacinação de gripe, de 50 milhões de brasileiros, em três ou quatro meses. Com esse montante e essa população, existe um cálculo de oito a 10 meses, se tudo estivesse nos conformes”, afirmou sobre a vacinação contra a Covid-19 no país.

Expectativa

Ao menos 2 milhões de doses da vacina da Oxford, em parceria com a AstraZeneca, devem chegar nesta sexta ao Brasil, enviadas da Índia. Com esta remessa, o país passará a ter duas vacinas (CoronaVac e Oxford), cada uma desenvolvida com tecnologia diferente. Questionada sobre a vantagem na escolha de uma ou da outra vacina para se imunizar contra a Covid-19, a médica foi categórica.

“O conceito dessas duas vacinas é muito claro: elas estão para reduzir casos moderados e graves daqueles que vão levar à internação e casos que podem evoluir até para morte. Não é uma questão numérica, e, sim, de a pessoa, quando for chamada no grupo eleito, receber a vacina que estiver em sua cidade. Isso é o mais importante”.

A especialista aproveitou a oportunidade para criticar a postura adotada por algumas pessoas de não quererem se vacinar, priorizando o direito individual em detrimento ao coletivo.

“Quando a gente fala em vacinação, a pessoa tem que entender que, no contexto social, é um pacto. Ou seja, eu me imunizo, para me proteger individualmente, mas eu trago um benefício em sociedade, que é proteger a coletividade. Então, quando nós falamos em vacinação, é importante que o adulto se conscientize desta função social. Se ele não quer se vacinar, deveria viver numa ilha, isolado”.  

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