Vacina russa contra covid-19 entra em última fase de testes e pode ser distribuída em agosto

Vacina russa contra covid-19 entra em última fase de testes e pode ser distribuída em agosto
Previsão é que a vacina "entre em circulação civil" entre 12 e 24 de agosto Foto: STR | AFP

A Rússia anunciou que concluiu parte dos testes clínicos necessários para comprovar a eficácia da vacina contra a Covid-19. “A pesquisa foi concluída e provou que a vacina é segura”, disse Yelena Smolyarchuk, chefe do centro de pesquisas clínicas da Universidade Sechenov, à agência de notícias estatal TASS.

A vacina aprovada foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa para Epidemiologia e Microbiologia Gamalei. Segundo o diretor da instituição, Alexander Gintsburg, a previsão é que a vacina “entre em circulação civil” entre 12 e 24 de agosto.

Os testes de fase 1 e fase 2 normalmente verificam a segurança de um remédio antes de este avançar para a fase 3, que testa sua eficácia em um grupo maior de voluntários. A distribuição equivale a um teste de fase 3 e as pessoas que receberem a vacina ficarão sob supervisão

O Ministério da Saúde russo realizará esses últimos testes bioquímicos da vacina, mas deve finalizar o processo até setembro, mês no qual Gintsburg prevê o início da produção em massa por laboratórios privados.

A Universidade Sechenov agrupou 38 voluntários remunerados para o estudo, e parte deles já receberá alta na quarta-feira, 15, quando terão completado 28 dias em isolamento. Os voluntários têm entre 18 e 65 anos e ainda serão monitorados por mais seis meses.

Em todo o mundo, das 19 vacinas experimentais contra a covid-19 em testes com humanos, só duas estão em testes finais de fase 3 —uma da chinesa Sinopharm e outra da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, que tem parte do teste realizada no Brasil.

A chinesa Sinovac Biotech deve se tornar a terceira no final deste mês, e também com testes no Brasil.

A Rússia é o quarto país do mundo com o maior número de pessoas contaminadas pelo coronavírus. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o país tem mais de 730 mil pessoas infectadas e já passou de 11 mil mortes causadas pela covid-19.

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