Vacina produzida pela Oxford preveniu macacos de pneumonia causada pela Covid-19

Vacina produzida pela Oxford preveniu macacos de pneumonia causada pela Covid-19
Cientistas disseram que a vacina foi capaz de evitar a doença causada pelo novo coronavírus, e não de impedir a transmissão ou a infecção por eleFoto: Nicolas Asfouri | AFP

A vacina de combate ao Covid-19, produzida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, apresentou um efeito preventivo de pneumonia, causada pela doença, quando aplicada em macacos. A informação foi publicada nesta quinta-feira, 30, na revista cientifica “Nature”, uma das mais importantes do mundo.

Os resultados preliminares dos testes realizados com a vacina haviam sido divulgados há cerca de dois meses. No entanto, a publicação dentro da revista valida a testagem, uma vez que significa que eles foram validados por outros cientistas, algo necessário para que qualquer estudo científico seja publicado.

De acordo com a análise apurada dos cientistas, “não foram observadas evidências de pneumonia viral nem doença inflamatória imune nos macacos vacinados”. Além disso, os primatas também vacinados também apresentaram uma menor carga viral em amostra retirada dos pulmões e do trato respiratório inferior.

A aplicação da vacina em dose única ou reforçada induziu a produção de anticorpos e resposta imune celular em macacos resos, sem haver nenhum efeito colateral. Ao todo, seis animais foram vacinados com uma dose da vacina, 28 dias antes de serem expostos ao coronavírus. Posteriormente, Outros seis foram vacinados 56 dias, e, depois, 28 dias antes da exposição ao vírus.

Os pesquisadores ainda contaram que os anticorpos contra uma parte do vírus começaram a aparecer após 14 dias depois da primeira dose e foram significativamente aumentados com a segunda imunização. No entanto, os cientistas também disseram que a vacina foi capaz de evitar a doença causada pelo novo coronavírus, e não de impedir a transmissão ou a infecção por ele.

Segundo a microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natália Pasternak, o ideal seria que a vacina impedisse ambos: a doença causada pelo vírus e a transmissão. “Não é só a de Oxford, todas as vacinas estão com esse problema […] O ideal seria impedir a transmissão também, mas se ela impedir a doenca já é uma vantagem”.

Na semana passada, foi anunciado que a testagem da vacina teria início em seres humanos, após afirmarem que a mesma induz uma resposta imune. Atualmente, a imunização está sendo testada em fase 3 (a última) no Brasil e em outros países.

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