Sistema de saúde em Salvador ainda pode entrar em colapso, diz prefeito

Sistema de saúde em Salvador ainda pode entrar em colapso, diz prefeito
Risco de saturação ainda existe, diz NetoFoto: Max Haack | Secom PMS

Em coletiva virtual realizada nesta sexta-feira, 15, o prefeito ACM Neto afirmou que um colapso no sistema de saúde público e até privado de Salvador, não está descartado, caso a disseminação do novo coronavírus não seja contida. Segundo o gestor, algumas estimativas apontavam que a situação iria ocorrer já nesta semana, mas acabaram não se confirmando.

“O colapso no sistema de saúde pública de Salvador estava previsto, pelos estudos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), para acontecer ontem (14), nos casos dos leitos clínicos para pacientes com a Covid-19, e, para as UTIs, no dia 20. Mas, graças à ampliação do suporte em saúde e às medidas de isolamento social, conseguimos derrubar a taxa de transmissão e o colapso não aconteceu. Até o dia 24, posso dizer que não há risco de saturação. Mas ele ainda existe”, declarou o prefeito.

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), 48% dos leitos clínicos e 61% dos de UTI dedicados a tratar pacientes com a Covid-19 estão ocupados atualmente na capital baiana. Destes, 176, entre clínicos e de UTI foram criados pelo poder municipal.

ACM Neto aproveitou para ressaltar a importância da população seguir com o isolamento social e avaliou como positivas as medidas restritivas, incluindo as regionalizadas por bairro. Na segunda-feira, 18, o prefeito revela se irá ou não prorrogar os decretos, já que quase todos têm validade até este dia, inclusive os regionalizados da Pituba, Plataforma, Boca do Rio e parte do Centro. 

“No caso das determinações por bairro, levamos em conta fatores como o crescimento na circulação de pessoas e também dos casos da doença. E não fizemos apenas restrições: adotamos também ações de proteção à vida, com distribuição de máscaras e cestas básicas, testes rápidos para a Covid-19, higienização, apoio a entidades sociais e várias outras. E conseguimos, os dados demonstram, reduzir o fluxo de pessoas nas ruas e, com isso, a circulação do vírus”, ressaltou o prefeito. 

No caso da Pituba, por exemplo, a redução da circulação de veículos, que estava na faixa dos 30% do total de antes da pandemia, alcançou 41% após o início das novas medidas. A queda no fluxo de passageiros foi para 70%, contra 60% da semana passada, sempre em comparação ao período anterior à pandemia.

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