Síndrome pós-Covid: pacientes podem apresentar sequelas mesmo após a cura

Síndrome pós-Covid: pacientes podem apresentar sequelas mesmo após a cura
Fadiga e dores no corpo são sequelas que podem durar meses após infecçãoFoto: Freepik

Se recuperar da Covid-19 não significa que o paciente tenha sua saúde totalmente restabelecida. Fraqueza muscular, indisposição, fadiga, dificuldades respiratórias, perda do olfato e paladar, taquicardia, dores no peito e nas articulações são alguns dos sintomas da Síndrome pós-Covid, que podem permanecer por meses ou até serem permanentes.

“Após a doença, a pessoa vai precisar passar por uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeuta, psicólogo, entre outros profissionais, que vão poder avaliar os sintomas e indicar qual o melhor tratamento. Há sequelas causadas pela Covid que ainda não conhecemos e serão relatadas com o advento da doença”, afirma o médico infectologista Igor Brandão.

De acordo com relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), após seis meses do início da doença, a maioria dos pacientes teve, pelo menos, um sintoma, em grande parte fadiga ou fraqueza muscular, dificuldades para dormir e ansiedade ou depressão. Além disso, pacientes que apresentaram casos graves tinham maior risco de doenças pulmonares, fadiga ou fraqueza muscular e ansiedade ou depressão.

Igor Brandão explica que algumas pessoas podem desenvolver sintomas ou sequelas após a Covid-19 por conta da lesão do vírus em órgãos específicos do corpo. Entre as formas de tratamento mais recorrentes, ele aponta a fisioterapia motora, a respiratória e a olfativa, além do uso de medicações. “Para a cura e tratamento, deve ser avaliado caso a caso, de acordo com o grau de sequela”, pontua o infectologista.

Sequelas e reinfecção

Conforme o especialista, as sequelas permanentes são mais frequentes em pacientes com casos graves da doença, por mais de duas semanas em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“As sequelas permanentes podem ser parecidas com AVC [Acidente Vascular Cerebral], infarto do miocárdio. A pessoa pode ficar, inclusive, dependente de máquinas, como hemodiálise”, alerta.

Embora estejamos convivendo com a doença há quase um ano, muitas ainda são as dúvidas em torno dela, como, por exemplo, os casos de reinfecção. De acordo com o médico, estes casos não devem ser confundidos com as sequelas, que também estão sendo chamadas de Síndrome pós-Covid.

“A Síndrome são os sintomas que acometem as pessoas mesmo depois do período do quadro da doença. Já o diagnóstico da reinfecção não é tão simples. É preciso haver, pelo menos, três meses de diferença entre os quadros e fazer uma comparação entre as amostras coletadas para analisar o genoma do vírus e saber se teve alguma alteração. Nesse caso, pode ser uma reinfecção”, aponta Igor.

Tratamentos complementares

Segundo o médico infectologista, além dos sintomas, alguns pacientes com Covid-19 podem apresentar também quadros de ansiedade e medo intenso. Por isso, além do tratamento alopático para os sintomas, o uso de fitoterápicos e Florais de Bach podem ajudar a lidar com esses fatores psicológicos. Eles também podem ser aliados na recuperação da Síndrome pós-Covid.

Segundo Rosana Amorim, farmacêutica da Singular Pharma e especialista em Florais de Bach, alguns florais podem ajudar os pacientes a lidar com as suas emoções: Mimulus (vai auxiliar na coragem), Rock-Rose (vai ajudar a ter calma e clareza mental), Red Chestnut (auxilia a manter a tranquilidade) e o Rescue (para situações estressantes, ele ajuda a restabelecer o equilíbrio mental e emocional).

Ela alerta que o tratamento vai variar conforme os sintomas apresentados pelos pacientes. “Ainda estamos aprendendo a lidar com a Covid-19 e com os seus efeitos posteriores. É fundamental que o tratamento seja feito com orientação médica”, enfatiza Rosana.

Exemplos de tratamentos complementares

  • Relora – Fitoterápico que ajuda a controlar a ansiedade e o estresse, normatiza os níveis de cortisol no organismo, melhora a fadiga e ajuda no sono.
  • Melatonina – Hormônio indutor do sono, tem função anti-inflamatória, antioxidante e imunomodulatória, ou seja, ajuda a fortalecer a imunidade.
  • Imuno TF – Polipetídeo conjugado, voltado exclusivamente para o fortalecimento do sistema imunológico. Ativa os mecanismos de defesa do corpo e auxilia a ter uma memória imunológica.

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