Ser vacinado não nos isenta de andar de máscara, diz pesquisadora da Fiocruz

Ser vacinado não nos isenta de andar de máscara, diz pesquisadora da Fiocruz
"Portanto, o fato de ser vacinado não nos isenta de andar de máscara pelos próximos dois anos, por exemplo", disse a pneumologista Virginia Damas | ENSP-Fiocruz | Divulgação

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, afirmou em entrevista que os cuidados como uso de máscara de proteção, distanciamento social e evitar locais fechados deverão permanecer pelos próximos dois anos, mesmo após a chegada da vacina.

“Vamos ter de manter os cuidados por muito tempo. Esse vírus não vai desaparecer da nossa vida nunca mais. Nada foi tão pandêmico quanto ele. No Brasil, não há um município que não tenha caso registrado. O vírus vai ficar endêmico. Portanto, o fato de ser vacinado não nos isenta de andar de máscara pelos próximos dois anos, por exemplo. De termos cuidado com ambientes fechados, de solicitarmos testes negativos para embarcar em voos internacionais”, declarou.

“Quando alguém ingenuamente diz que não vai se vacinar, também não vai viajar. Nem vai matricular criança na escola. São medidas que não são, ao meu juízo, coercitivas. Eu vejo essas medidas como civilizatórias. Pelos próximos dois anos, os cuidados precisarão ser mantidos”, acrescentou.

A pesquisadora afirmou, na entrevista, que o país está atrasado na organização da vacinação, logo, o que vai estender o prazo para imunização da população brasileira.

A pneumologista destacou o trabalho dos pesquisadores e disse que é obrigação de toda a comunidade acadêmica vir a público para esclarecer as dúvidas da população, inclusive em relação aos imunizantes.

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