Rui critica Bolsonaro e assina carta enviada ao Senado por diálogo sobre vacina

Rui critica Bolsonaro e assina carta enviada ao Senado por diálogo sobre vacina
Rui chamou de “falso debate” obrigatoriedade da vacinaçãoFoto: Mateus Pereira | Gov-BA

Por Fernando Valverde

O governador Rui Costa (PT) voltou a criticar o Governo Federal pela polêmica envolvendo a vacina contra o Covid-19. Após o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) afirmar novamente que “não haverá vacinação obrigatória no país”, Rui lembrou que nunca houve vacinação compulsória no país.

“Eu não conheço nenhuma mãe que não deixou de vacinar seu filho contra a poliomielite ou paralisia infantil. Você conhece? É obrigado a mãe vacinar? Não. Não é obrigado. No Brasil é obrigado vacinar? Nunca foi”, afirmou o governador que reforçou que a única obrigatoriedade é do Governo Federal em disponibilizar o imunizante para a população.

“Esse debate é falso. Está se querendo confundir a cabeça do brasileiro trazendo um debate que nunca existiu no Brasil. O que é obrigatório, e disso o povo brasileiro não vai abrir mão, é o governo comprar a vacina e disponibilizar para população. Isso é obrigatório”, disse o petista que lamentou que o caso tenha “virado caso de comédia para o resto do mundo” após o presidente afirmar que seria mais relevante pesquisar uma cura do que investir na vacina.

Carta ao Senado

Rui está entre os signatários de uma carta enviada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que solicita reunião com o presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP), para tratar do assunto da vacina.

De acordo com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, os governadores que assinam o documento querem reabrir o diálogo com o Ministério da Saúde para a compra da vacina após a polêmica da última semana quando o presidente Jair Bolsonaro desautorizou o ministro Eduardo Pazuello em relação à compra da vacina chinesa que será produzida em parceira com o Instituto Butantan.

Com o embate entre Bolsonaro e o governador João Dória (PSDB-SP) como plano de fundo, pensando no pleito presidencial de 2022, a questão tem sido politizada algo que é rejeitado por Wellington Dias que afirma na carta o intuito de “seguir dialogando para implementação da melhor proposta para o povo brasileiro, com base no Plano Nacional de Vacinação e Programa Nacional de Imunização, conforme aprovado”.

Os governadores querem que a União não restrinja os possíveis fornecedores da vacina e que a aquisição seja célere no momento da liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Nossa disposição é de trabalhar no caminho do diálogo entre municípios, governos dos estados, governo federal, Congresso Nacional, cientistas e setor privado”, afirma o documento.

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