Reino Unido supera as 40 mil mortes confirmadas por coronavírus

Reino Unido supera as 40 mil mortes confirmadas por coronavírus
ONS estima que, na segunda quinzena de maio, uma em cada mil pessoas na Inglaterra foi infectada pelo vírusFoto: Angela Weiss | AFP

Por AFP

O Reino Unido superou nesta sexta-feira, 5, as 40.000 mortes de pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus, enquanto um estudo observou uma rápida aceleração na propagação da doença, à medida o país está gradualmente saindo do confinamento.

Nesta sexta, o país somava 40.261 mortes confirmadas pela COVID-19, com um aumento de 357 casos registrados nas últimas 24 horas, conforme anunciou o ministro da Saúde, Matt Hancock, durante entrevista coletiva. É o segundo maior número de mortos pela doença no mundo depois dos Estados Unidos. 

No entanto, de acordo com o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS), o número é maior, porque também inclui casos suspeitos: 48.016 mortes até 22 de maio. 

Segundo estudo do ONS publicado nesta sexta, a taxa de contaminação do vírus diminuiu em um terço ao longo da última semana de maio, com cerca de 5.500 casos diários na Inglaterra. Mas sinais recentes apontam para uma aceleração da taxa de transmissão, que segundo o governo ainda está entre 0,7 e 0,9, no momento de iniciar o desconfinamento.  

Um estudo realizado pela sistema de Saúde Pública da Inglaterra (PHE) e pesquisadores da Universidade de Cambridge mostrou que essa taxa está aumentando em todas as regiões da Inglaterra, e é superior a 1 em duas delas. Esse fato é preocupante porque o governo afirmou confiar neste indicador para continuar com a diminuição progressiva das restrições. 

“Nossas estimativas mostram que as taxas de contaminação aumentaram, mas permanecem abaixo de 1 na maior parte da Inglaterra, o que é de se esperar quando sairmos do confinamento”, disse Yvonne Doyle, diretora médica da PHE. 

O ONS estima que, na segunda quinzena de maio, uma em cada mil pessoas na Inglaterra foi infectada pelo vírus, das quais menos de um terço (29%) apresentou sintomas.

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