Peru inicia reabertura gradual para evitar colapso econômico

Peru inicia reabertura gradual para evitar colapso econômico
Um declínio da curva de contágio nas últimas duas semanas influenciou na medida de reaberturaFoto: Ernesto Benavides | AFP

Por AFP

O Peru começou nesta quarta-feira, 1º, um desconfinamento gradual para reativar sua economia semiparalisada, e as ruas de Lima voltaram a encher-se de carros e pessoas, depois de três meses e meio de quarentena nacional obrigatória por causa da pandemia do novo coronavírus. 

A reabertura começou com o fim do toque de recolher noturno em 18 dos 25 departamentos do país, entre eles a capital, enquanto que nos sete restantes continuará a quarentena até 31 de julho, porque a incidência de casos de coronavírus ainda é alta. As fronteiras permanecem fechadas. 

A reabertura de restaurantes e cafés foi uma das principais novidades para um país orgulhoso de sua gastronomia. Isso junto à reabertura dos shopping centers e salões de beleza, que retomaram suas atividades há uma semana. 

“Estamos reabrindo para que a gastronomia peruana, que é a vitrine para o mundo, não perca sua importância”, disse à AFP o presidente da Associação de Hotéis e Restaurantes, Blanca Chávez. 

No distrito de Comas, no norte de Lima, havia longas filas de passageiros na estação metropolitana de ônibus. Em uma cidade famosa por seu trânsito caótico, ônibus e microônibus voltaram a circular cheios de passageiros, embora todos usassem máscaras, como o governo ordenou.

Lima, cidade onde vivem 10 milhões dos 33 milhões de peruanos no país e concentra as maiores empresas, começou a reabertura, mesmo ao concentrar 70% dos casos da COVID-19. O país registra mais de 285.000 casos e 9.600 mortes.

Encontrar equilíbrio

Um declínio da curva de contágio nas últimas duas semanas influenciou na medida de reabertura, segundo as autoridades. “Agora estamos em pleno declínio (de casos). Fomos baixando lentamente”, explicou o ministro da Saúde, Víctor Zamora. 

Com sua decisão, o governo busca um equilíbrio entre a saúde das pessoas e a economia, que está em situação de recuperação. “A avaliação da evolução da doença e de um sistema integral para decidir sobre o reinício das atividades que geram empregos nos permitem encontrar um equilíbrio para a tomada de decisões”, disse o presidente peruano, Martín Vizcarra, na última terça.

As atividades econômicas terão severas restrições. A capacidade dentro dos restaurantes é agora de 40%, e no transporte público apenas 50% dos passageiros podem embarcar, embora isso não tenha sido atendido nesta quarta. A retomada também inclui o turismo, pois se prevê o retorno das viagens entre os departamentos que saíram do confinamento.

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