Pandemia pode trazer alterações em indústrias baianas a médio e longo prazo, diz diretor da Fieb

Pandemia pode trazer alterações em indústrias baianas a médio e longo prazo, diz diretor da Fieb
Diretor da Fieb Vladson Menezes participou de entrevista no 'Isso é Bahia'Daniel Joaquim |Divulgação | Agência Sebrae de Notícias

O impacto do novo coronavírus atingiu as indústrias e trouxe significativas mudanças no setor. Algumas empresas estão se reinventando, mas outras continuam sem alterar a linha de produção, mesmo diante da pandemia. Contudo, independente do segmento, o novo funcionamento da sociedade diante da Covid-19 pode trazer mudanças no setor industrial para além da pandemia, como explica o diretor executivo da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) Vladson Menezes, que fi o convidado desta segunda-feira, 25, do programa ‘Isso é Bahia’, da rádio A TARDE FM.

De acordo com Vladson, os reflexos da pandemia vão trazer alterações na rotina e funcionamento das empresas a médio e longo prazo. “Setores que passaram a fazer entregas que não faziam. Pequenas empresas industriais que passaram a aderir o home office onde é possível, até porque onde se tem linha de produção não tem como ir para a casa das pessoas”, explica o diretor da Fieb.

Além do funcionamento da linha de produção, Vladson também destaca a importância de diversas empresas adequarem suas fabricações para atenderem as demandas atuais da pandemia. Companhias que antes produziam cosméticos ou roupas, por exemplo, passaram a produzir álcool em gel e máscaras de pano.

“O que a gente já viu neste início do processo é alguns setores se adaptando e produzindo outros materiais que são de necessidade do momento. Falo início também porque, depois desta pandemia, também teremos um período de dificuldade”, adverte.

Futuro

O diretor da Fieb também enxerga um futuro mais complicado, principalmente para as indústrias pequenas que não têm capacidade de investir em novas tecnologias ou adaptarem suas linhas de produção neste período de pandemia.

O setor que a empresa atua também é um forte indicativo de como será seu futuro. Ainda segundo Vladson Menezes, companhias do setor alimentício não pararam sua linha de produção, já que o consumo também não foi alterado. Mas empresas do setor automotivo, por exemplo, tiveram que parar a produção por causa da baixa demanda e estoque suficiente.

O que pode ficar para o futuro, conforme o diretor da Fieb, são medidas adotadas agora e que devem continuar por muito mais tempo nas empresas.

“Muitas estão abordando medidas de proteção dos trabalhadores, como máscaras, distanciamento, mudança de turnos. Isso tem ocorrido e deve ser uma nova realidade nos meses que vêm pela frente”, finaliza.

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