Pandemia: morte de profissionais de saúde cresce quase 25% no país em 2020

Pandemia: morte de profissionais de saúde cresce quase 25% no país em 2020
Somando os 12 meses de pandemia (de março de 2020 a fevereiro de 2021), os enfermeiros foram as maiores vítimas, com 1.893 profissionais mortosFoto: Tarso Sarraf | AFP

Um levantamento inédito da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen/Brasil), divulgado nesta terça-feira, 6, pelo portal UOL, mostra que o número de profissionais de saúde que morreram em 2020 teve um aumento de 24,5% em relação a 2019. A pandemia da Covid-19 teve grande impacto entre os trabalhadores da linha de frente.

No ano passado, por exemplo, foram 4.446 mortes por causas naturais de pessoas da área de saúde de 12 profissões: biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, odontologia, psicologia, radiologia, nutrição, gestão hospitalar, estética e cosmética e ciências biológicas. Em 2019, o número foi de 3.571. Entre toda a população, a alta de mortes foi menor em relação aos dois últimos anos: 1,17 milhão de óbitos por causas naturais (2019) e 1,36 milhão (2020), o que representa uma alta de 16,2%.

Em 2021, somente em janeiro e fevereiro foram 1.302 mortes entre profissionais de saúde. Somando os 12 meses de pandemia (de março de 2020 a fevereiro de 2021), os enfermeiros foram as maiores vítimas, com 1.893 profissionais mortos. Entre os médicos, foram 695. Os dados têm como base os cartórios de registro civil, que utilizam as informações dos registros de mortes (necessário para emissão da certidão de óbito). Assim como no restante da população, a Covid-19 foi a principal causa de óbito entre os profissionais de saúde, com 929 registros em 2020.

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  • Ricardo
    14 de abril de 2021, 11:02

    Muitos desses profissionais quando sai do seus plantões, fazem festas, recebem mais de oito pessoas em suas casas, bebendo e sem nenhum tipo de distanciamento social. Uma verdadeira aglomeração.

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