Pandemia aumenta desafio para o consumo consciente de água

Pandemia aumenta desafio para o consumo consciente de água
Prevenção exige lavagem mais frequente das mãosFoto: Marcos Santos | USP Imagens | Divulgação

Em meio à pandemia do coronavírus, causador da doença Covid-19, as pessoas estão sendo obrigadas a repensar alguns hábitos do seu cotidiano. O uso racional da água é uma das preocupações que se sobressaem neste momento em que o foco está voltado para a higiene básica, com recomendação para lavar as mãos sempre que possível.

Para piorar, outra orientação é justamente para que as pessoas não saiam de suas residências. Por Salvador ser uma cidade de clima quente, acaba sendo inevitável que as pessoas tomem mais banhos pelo fato de estarem dentro de casa.

Neste domingo, 22, é comemorado o Dia Mundial da Água. Entretanto, o atual contexto não tem sido muito propício para a celebração do líquido mais valioso do planeta. Responsável pelo abastecimento de água do estado, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) encaminhou ao A TARDE informações sobre o que tem sido feito para equilibrar o foco na higiene e o consumo responsável da água.

“Os hábitos de limpeza e higiene necessários para a eliminação do vírus, como a adequada lavagem das mãos, não implicam necessariamente em aumento expressivo do consumo de água, desde que se evite o desperdício, como deixar a torneira aberta sem necessidade, por exemplo”, informou a empresa.

A administradora Lúcia Alcântara, de 54 anos, diz que está atenta para não usar de forma exagerada. “Com as informações que estamos recebendo, meu foco maior tem sido na higiene. Não estou gastando muita água, mas também não estou pensando em racionalizar”, contou.

Abastecimento

Apesar do foco nas orientações de higiene básica, algumas residências da capital baiana tiveram o abastecimento de água interrompido, resultando na falta de água em pelo menos 20 bairros de Salvador.

“Temos recebido denúncias de falta de água decorrente de problemas em equipamentos da rede hidráulica interna do imóvel. Diante destas situações, a empresa orienta a população verifique o funcionamento dos registros internos, da boia do reservatório, se certifique se os vizinhos estão recebendo água e verifique se a rede hidráulica do imóvel está adequada para receber a água que é fornecida no hidrômetro com pressão suficiente para alimentar um reservatório domiciliar no nível de primeiro pavimento”, recomendou a equipe da Embasa.

A empresa ainda falou sobre como tem feito para poder contribuir nesse período, onde as pessoas são orientadas a ficar dentro de casa. “Para manter o sistema de abastecimento em boas condições de operação, os técnicos da empresa têm buscado atender às reclamações localizadas de falta de água e disponibilizar abastecimento alternativo por carro-pipa, com prioridade para postos de saúde e, em seguida, clientes residenciais”, afirmou.

*Sob supervisão da editora Maiara Lopes

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