OMS promete 120 milhões de testes rápidos para países pobres

OMS promete 120 milhões de testes rápidos para países pobres
Países mais pobres poderão ter acesso a 120 milhões de testes de diagnóstico Covid-19 rápidos e baratos nos próximos seis mesesMax Haack | Secom PMS

Por: AFP

Os países mais pobres poderão ter acesso a 120 milhões de testes de diagnóstico Covid-19 rápidos e baratos nos próximos seis meses para ajudá-los a combater a pandemia, prometeu a Organização Mundial da Saúde (OMS), e seus parceiros nesta segunda-feira, 28. 

“Temos um acordo, temos um princípio de financiamento e agora precisamos do valor total para poder comprar esses exames”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva por videoconferência. 

Cada teste custa 5 dólares, mas tanto a OMS quanto seus parceiros indicaram que esse preço deve cair ainda mais. Esses testes rápidos “dão resultados em aproximadamente 15 e 30 minutos, em vez de várias horas, até vários dias, por um preço mais baixo e com equipamentos menos sofisticados”, enfatizou Ghebreyesus. 

“Eles não são uma panaceia” porque são um pouco menos precisos do que os testes chamados PCR (teste nasofaríngeo), reconheceu Peter Sands, diretor do Fundo Global de Luta contra Aids, Malária e Tuberculose, que acrescentou a Covid-19 à lista. 

Mas “isso permitirá que os países de baixa e média renda preencham a enorme lacuna que separa os países ricos dos pobres em termos de testes”, disse. 

O Fundo Global contribuirá com 50 milhões de dólares. A lacuna em testes de Covid-19 é significativa, mesmo que sejam considerados uma ferramenta indispensável para o controle da pandemia.

Enquanto os países ricos realizam uma média de 292 testes por 100 mil habitantes, os países com renda baixa e média fazem 61 e os países pobres 14. 

Sands também observou que 120 milhões de testes são suficientes apenas para duas semanas. O primeiro pedido deve ser feito esta semana, informou. 

A pandemia já ceifou mais de um milhão de vidas em todo o mundo desde que apareceu na China no final de 2019, infectando pelo menos 33 milhões de pessoas.

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