“O mundo não é dos grandes, mas de quem sabe se adaptar”, diz Ana Coelho durante live sobre mercado publicitário

“O mundo não é dos grandes, mas de quem sabe se adaptar”, diz Ana Coelho durante live sobre mercado publicitário
Cenário atual do mercado publicitário baiano é discutido em roda de conversa durante liveFoto: Reprodução | YouTube

O cenário do mercado publicitário baiano atual, diante da pandemia do novo coronavírus, seus horizontes e novas possibilidades foram os assuntos discutidos durante a mesa redonda, como uma das ações do projeto A TARDE Conecta, na manhã desta segunda-feira, 1º.

Participaram do debate, mediado pelo jornalista Jefferson Beltrão, o presidente da agência Morya e presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP-Ba), Cláudio Carvalho, o CEO da Via Mídia Publicidade e vice-presidente da ABAP-Ba, Américo Neto, a CEO do Grupo Aratu e presidente da Associação Bahiana do Mercado Publicitário (ABMP), Ana Coelho, e a vice-presidente do Grupo Engenho e Diretora de planejamento do Sindicato das Agências de Propaganda da Bahia (Sinapro), Laura Passos.

Reinvenção

O momento de crise mundial é, apesar de muito difícil, uma oportunidade de reinventar o próprio negócio a fim de garantir a sobrevivência da empresa. Para Cláudio Carvalho, muitas destas ações, tidas como novas, já foram experimentadas ao longo do tempo. “Alguns movimentos, em função do período em que vivemos, apenas estão sendo acelerados. Nossa estrutura poderá ser híbrida, de teletrabalho combinado com o presencial”, projetou.

Ana Coelho acredita que uma das ações para superar a crise no setor é “ajudar as pessoas a se entenderem”. Ela citou como exemplo as placas de outdoor nas ruas de Salvador, que estavam sem anunciantes, e que houve uma flexibilização, disponibilizando aqueles espaços gratuitos ou com descontos para os anúncios. “O mundo não é do maior, mas de quem sabe se adaptar”, garantiu.

Anunciantes

A crise também afastou as peças publicitárias dos veículos de comunicação, como rádio, jornal e TV. Como trazer de volta estes anunciantes? Laura Passos encontrou uma saída: “Estamos catequizando devagarzinho. A gente vive de dados. Então, vamos mostrando e orientando a empresa a comunicar e a investir um pouco mais em uma determinada semana”, revelou.

Américo Neto acredita que as agencias estão mais flexíveis. “Há um cenário de flexibilidade e solidariedade. As marcas estão preocupadas com o posicionamento, colocando-se em ações solidárias, com um propósito”. E prosseguiu: “Tem que combinar com a empresa (o discurso). Para cada segmento tem uma linha de comunicação. Não dá para fabricar um posicionamento, porque não vai durar”.

Aprendizado

Todos os participantes da mesa redonda, que discutiu o atual cenário do mercado publicitário baiano, foram unânimes em dizer que a adaptação e a solidariedade são os ensinamentos que ficam para o pós-pandemia.

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