Neto avalia oferta de leitos e defende que STF assegure vacinação no país

Neto avalia oferta de leitos e defende que STF assegure vacinação no país
Neto falou sobre a expectativa para a vacinação no país Foto: Laryssa Machado | Ag. A TARDE

Por Fernando Valverde

O prefeito de Salvador, ACM Neto, voltou a falar sobre o possível aumento na oferta de leitos UTI COVID na cidade após o aumento observado no número de casos. Segundo Neto, que já ordenou a reabertura de 30 leitos, mais vagas poderão ser oferecidas após reunião com a sua equipe de saúde prevista para esta quarta-feira, 25.

“Terei uma tarde com a equipe da Saúde e estamos preocupados com o número de casos e com a ocupação dos leitos na cidade. Há esse receio em relação a uma possível segunda onda, tanto que já começamos a reabrir leitos e podemos abrir ainda mais. Precisamos olhar tanto a rede particular quanto a pública nesse momento. Vamos tentar impedir qualquer nova medida de restrição, mas não depende inteiramente da prefeitura”, afirmou.

Neto falou ainda sobre a expectativa para a vacinação no país e voltou a defender que não devem haver barreiras ideológicas e politização quanto ao assunto desde que a eficácia das vacinas seja comprovada no combate à doença.

“As vacinas estão aí, estamos vendo a comprovação da eficácia mas ainda não existe nenhuma vacina no Brasil que tenha passado integralmente pela fase de testes e esteja autorizada pela Anvisa. Todos estamos esperando com grande expectativa. Volto a defender que seja de onde for a vacina, se for eficaz, segura e imunize as pessoas é preciso que todos trabalhem e tragam a vacina para a população. Entendo que o Governo Federal já deveria estar se articulando com os Estados para garantir a imunização. Já sabemos como fazer isso. Vacinamos pessoas todos os anos

Decisão do STF

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que obriga o Governo Federal a apresentar um plano de vacinação em até 30 dias foi aprovada por Neto. No voto, divulgado na última terça-feira, 24, Lewandowski afirmou que o país deve contemplar a “distribuição universal de todas as vacinas disponíveis no mercado interno e internacional desde que eficazes e seguras”.

“Eu não vejo nenhum equívoco na decisão do ministro do Supremo. O Judiciário está aí para isso mesmo. Para assegurar o direito constitucional e o acesso à saúde. Que não haja politização do assunto e que não haja conteúdo ideológico para determinar a decisão de ninguém”, avaliou.

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