Fiocruz já identificou 40 linhagens do novo coronavírus no país

Fiocruz  já identificou 40 linhagens do novo coronavírus no país
Duas variações, a B.1.1.28 e a B.1.1.33, são predominantes nas infecções pela doença no paísDivulgação

O Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) catalogou pelo menos 40 linhagens diferentes do Sars-CoV-2, o novo coronavírus causador da covid-19, no Brasil. O levantamento vem sendo feito desde março deste ano. Duas variações, a B.1.1.28 e a B.1.1.33, são predominantes nas infecções pela doença no país. As informações são do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo da Fiocruz, que participa diretamente da vigilância epidemiológica do novo coronavírus no País.

Referência em covid-19 para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o órgão faz o sequenciamento genético do genoma viral. O trabalho permite determinar as rotas de circulação do patógeno em território nacional e identificar mutações.

Em entrevista ao jornal Estadão, a pesquisadora Paola Cristiana Resende explicou as variações da doença em solo brasileiro:

“De acordo com as informações disponíveis na plataforma internacional de dados genômicos Gisaid, cuja equipe de curadoria integramos, já foram identificadas cerca de 40 linhagens do Sars-CoV-2 no Brasil, provenientes de diversas partes do mundo, em especial da Europa. Porém apenas duas predominam em circulação, a B.1.1.28 e B.1.1.33”, disse.
Resende explicou que ainda não há dados que comprovem que a mutação do vírus surgida no Reino Unido, identificada como N501Y, esteja presente no país.

“A mutação N501Y foi identificada de forma pontual em nosso País. Entretanto, não estava associada à linhagem B.1.1.7, que circula na Europa. Esta mutação já foi encontrada independentemente em diferentes linhagens. Após análises dos dados genômicos disponíveis em banco de dados internacionais, concluímos que a amostra de Pernambuco que apresentou essa mutação pertence à linhagem B.1 que não apresenta relação com os dados em circulação na Europa, África ou Oceania. Ou seja, a mutação observada no Brasil não é a mesma encontrada na Inglaterra.”, explicou.

De acordo com a pesquisadora, as mutações e variações existentes até o momento não afetam a eficácia das vacinas que estão sendo desenvolvidas por diferentes laboratórios pelo mundo.

“Até o momento, os dados sugerem que as vacinas em desenvolvimento e as que já estão em aplicação em diversos países terão ótima eficácia contra o Sars-CoV-2 e suas recentes variações, uma vez que, apesar das mutações, as características fenotípicas do vírus parecem não ter sido alteradas. Nenhuma variação que impacte na formulação das vacinas foi detectada.”, completou.

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