Fazenda Grande do Retiro lidera denúncias de poluição sonora durante pandemia

Fazenda Grande do Retiro lidera denúncias de poluição sonora durante pandemia
Residências lideram as queixas de poluição sonora durante a pandemia, com 42%Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE

Fazenda Grande do Retiro, Paripe e Pernambués são os bairros que lideram as denúncias de poluição sonora em Salvador. A informação é da subcoordenadora de Combate à Poluição Sonora da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Márcia Cardim, que foi entrevistada, na manhã desta quarta-feira, 3, no programa Isso é Bahia, na rádio A TARDE FM.

As denúncias foram recebidas por meio do Disque Coronavírus e do Disque Denúncia 156, da prefeitura de Salvador. De acordo com Márcia Cardim, a maior parte das queixas (42%) é referente ao abuso de som alto nas residências. Em seguida, aparecem veículo e área pública.

“A gente pede à sociedade que fique em casa e respeite o seu vizinho, porque, como a residência é isolada, não podemos adentrar sem autorização do proprietário, existe uma limitação quanto ao atendimento de denúncias nestes locais”, reforçou.

Fiscalização

Duas operações de combate à poluição sonora são realizadas na capital baiana: a Silere (de sexta-feira a domingo) e a Fique em Casa (de segunda-feira a domingo). As ações da Semop contam com o apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar, Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) e Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur).

“Nestas operações, traçamos um roteiro, toda semana, dos bairros mais denunciados ao Ministério Público, Defensoria Pública e Disque 156, e vamos com o comboio fiscalizar a incidência de incômodo sonoro em residências, estabelecimentos comerciais ou veículos para conscientizar a população”, explicou.

Intimidação

Segundo Márcia Cardim, os agentes públicos sofrem agressões e intimidações no momento da fiscalização, principalmente quando a denúncia está relacionada ao som alto em veículos. “As pessoas acham que por ser um bem particular, a prefeitura não pode efetuar a apreensão dos equipamentos sonoros. Então, existe uma rejeição por parte de alguns infratores no momento da ação, de agressão aos fiscais”, contou.  A subcoordenadora contou que, por este motivo, as operações contam com o apoio da Guarda Municipal e PM.

Apesar da pandemia e do isolamento social, Márcia Cardim disse que houve um aumento de até 20% no número de denúncias de poluição sonora em Salvador, que vão desde bares, carros de som com anúncio de propaganda, construção civil até igrejas. “Nós temos 35 fiscais da Semop, mas se tivéssemos 100 equipes na rua não iria resolver o problema da poluição sonora em Salvador”, atestou.

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