“Demanda é muito maior do que o número de fiscais disponíveis”, diz secretária sobre comércio informal

“Demanda é muito maior do que o número de fiscais disponíveis”, diz secretária sobre comércio informal
Gestora da Semop, Marise Chastinet participou do 'Isso é Bahia'Foto: Rodrigo Tardio | Ag. A TARDE

Com o agravamento da pandemia, coibir ações da população para que o vírus não se dissemine é um desafio para as pastas da Prefeitura de Salvador, entre elas a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). Segundo a secretaria Marise Chastinet, uma das maiores dificuldades é a falta de fiscais para atender todas as demandas de uma cidade do tamanho da capital baiana, principalmente em relação aos comércios informais que continuam funcionando mesmo com as medidas de restrições.

“A demanda na cidade é muito maior do que o número de fiscais que temos disponíveis. Nós temos bastantes fiscais, eles atuam em vários pontos da cidade, mas nós não podemos deixar os fiscais fixos. Aqueles locais mais concentrados a gente deixa uma equipe fixa, mas é humanamente impossível deixar em todos os bairros da cidade”, explicou Marise durante entrevista nesta quarta-feira, 3, para o ‘Isso é Bahia’, na rádio A TARDE FM.

A titular da pasta acredita que a falta de entendimento da população em relação à gravidade da pandemia dificulta ainda mais o trabalho das equipes de fiscalização e na contenção da propagação do vírus. Conforme a secretária, está sendo feito um trabalho de conscientização com os trabalhadores informais, mesmo sabendo das dificuldades financeiras que este grupo enfrenta ao ficar sem trabalhar.

“Está sendo muito difícil, porque o comércio informal nas ruas está proibido e as pessoas não querem atender e insistem em irem para as ruas. Nós vamos conversando, solicitando que retornem para casa. Estamos fazendo um trabalho mais socioeducativo com estes comerciantes informais. Eles precisam ganhar dinheiro para sustentar suas famílias e não podem porque estamos em uma fase muito difícil sem leitos nos hospitais”, pontuou.

Marise aproveitou a entrevista para pedir que todos fiquem em casa: “É necessário todo mundo ficar em casa e evitar aglomerações”.

Confira a entrevista na íntegra: