Funcionários apontam colapso no Hospital da Bahia; unidade nega informação

Funcionários apontam colapso no Hospital da Bahia; unidade nega informação
Em caso de morte iminente o atendimento não é negadoLuciano da Matta | Ag. A Tarde

Devido à pandemia do coronavírus, o Hospital da Bahia, localizado no bairro da Pituba, em Salvador, apresentou colapso por ocupação total nos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), incluindo setores de atendimento a casos de Parada Cardiorrespiratória (PCR). O estado crítico foi denunciado ao Portal A TARDE por funcionários da unidade de saúde, após terem acesso a um comunicado com orientações a seguir.

No texto, classificado como “orientações do período de lockdown”, o superintendente executivo do hospital, Marcelo Zollinger, enfatizou que, em caso de risco iminente de morte, o atendimento não poderá ser negado. “Atendimentos clínicos serão abertos e triados. Se identificado febre, alteração de frequência respiratória ou dessaturação serão orientados a procurar outra unidade por não previsibilidade do retorno da abertura de atendimentos”, diz o informe.

Procurada, a assessoria do Hospital da Bahia informou que o local está passando por um plano estratégico de emergência durante a pandemia.

Em novo contato com a reportagem, na noite deste domingo, 24, a assessoria do Hospital da Bahia negou a informação de colapso sinalizada por funcionários. De acordo com o esclarecimento, neste momento, não há sobrecarga na unidade e as informações passadas anteriormente “tratam de medidas preventivas em caso de Colapso”.

[Nota atualizada às 20h55]

Leia abaixo o comunicado enviado ao Portal A TARDE que detalha as ações preventivas:

“Plano Estratégico da Emergência do Hospital da Bahia durante a Pandemia e Colapso por ocupação total, inclusive nos leitos ditos vermelhos ou de atendimento a situação de Parada Cardio Respiratória (PCR)e risco iminente de morte.

-Indicadores-Colapso total das estruturas de atendimento, incluindo unidade de emergência, incluindo os leitos vermelhos, e todos os leitos assistências de Terapia Intensiva e Semi Intensivas, disponibilizados pelo Hospital da Bahia.
-Nestes casos, suspender trânsito de ambulâncias, explicando a situação de momento e orientando através da liderança de enfermagem e Serviço Social para demais unidades com capacidade de recebimento.

-Pacientes com demanda espontânea, serão triados pela enfermeira de triagem e caso com quadros febris leves e sem sinais de disfunção respiratória, serão orientados a cerca das dificuldades momentâneas de atendimento e orientados a retornarem para suas casas com os devidos cuidados,atentando e clamando pela compreensão dos envolvidos.

-Pacientes que apresentem algum grau de disfunção respiratória, sem ameaça a sua vida, serão triados e atendidos, para posterior regulação para outras unidades da cidade, enquanto permanecer o colapso na nossa estrutura física assistencial por absoluta falta de leitos.

-Risco Iminente de morte, não se nega em absoluto atendimento, na busca imediata do resgate da vida, com medidas internas de contingenciamento, já utilizadas em outras situações, e portanto já conhecidas por toda equipe assistencial.

A Coordenação Médica e de Enfermagem da Unidade de Emergência da instituição e a Gerência Médica, estarão diuturnamente acompanhando e se responsabilizando na Vigilância Ostensiva em cada momento de colapso na estrutura assistencial da Unidade de Emergência.

-Todos os esforços estarão sendo realizados pelos setores assistenciais objetivando girar leitos com agilidade,para que consigamos restringir com a maior brevidade os períodos de colapso nos atendimentos emergenciais!
Copiados Gerência Operacional,Enfermagem,Médica,Coordenação Médica e de Enfermagem da Emergência,Hotelaria,Liderança de Psicologia e Serviço Social.

Marcelo Zollinger
Superintendente Executivo”

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