Bruno atribui responsabilidade ao Ministério da Saúde por falta da vacina Coronavac em Salvador

Bruno atribui responsabilidade ao Ministério da Saúde por falta da vacina Coronavac em Salvador
Em março deste ano, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, orientou que estados e municípios usassem todo o estoque das vacinas para a primeira doseFoto: PMS

O prefeito Bruno Reis (DEM) afirmou, nesta quinta-feira, 29, que o baixo estoque e, consequentemente, a restrição da aplicação da 2ª dose da vacina Coronavac em Salvador aconteceu porque a prefeitura seguiu recomendação do Ministério da Saúde, a quem o democrata atribuiu responsabilidade pela falta dos imunizantes. 

Em março deste ano, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, orientou que estados e municípios usassem todo o estoque das vacinas para a primeira dose a fim de acelerar o ritmo da vacinação. No dia 6 de abril, o atual titular da pasta,  Marcelo Queiroga, reforçou essa indicação. 

Nesta segunda-feira, 26, no entanto, Queiroga explicou que a orientação agora é guardar parte do estoque para a segunda aplicação, uma vez que a pasta admitiu dificuldades em adquirir novas doses da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan.

“O Ministério da Saúde orientou que os municípios fizessem a aplicação de todas as doses enviadas pelo governo, nos garantindo o envio de novas remessas para a 2ª dose. Isso não ocorreu e houve a diminuição do quantitativo de doses enviadas pelo Governo Federal.”, escreveu Bruno Reis em sua conta no Twitter. 

“Estamos fazendo todos os esforços possíveis para acelerar o recebimento do imunizante, mas esse desabastecimento está ocorrendo em todo o país.”, completou o prefeito. 

O intervalo para a aplicação da segunda dose da CoronaVac é de 14 a 28 dias.

Embora seja o Instituto Butantan o responsável pela produção do imunizante no país, cabe ao Ministério da Saúde planejar e coordenar a campanha de vacinação, incluindo a distribuição das vacinas.

De acordo com comunicado do Instituto, nesta segunda-feira,  já foram entregues cerca de 41 milhões de doses da CoronaVac ao Programa Nacional de Imunização, e que um novo lote com mais cinco milhões será entregue a partir da semana que vem.

2 comments

Últimas Notícias

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked with *

2 Comments

  • Roberto
    29 de abril de 2021, 20:00

    O que se percebe é que foi falha grave da prefeitura, porque não observou um princípio básico, onde há demanda certa, não resguardar o suprimento necessário. Imagino que o Ministério da Saúde fez a sugestão, mas cabia ao administrador da Cidade prudência. Agora é tarde, Inês é morta, diz o ditado popular.

    REPLY
  • Rogério Bernardo
    30 de abril de 2021, 00:24

    Prefeitura ERROU em não guardar a segunda dose.
    Falha horrível é lamentável idosos na chuva desde a madrugada e não foram vacinados.

    REPLY