Baixo isolamento pode levar SP a endurecer ações contra coronavírus

Baixo isolamento pode levar SP a endurecer ações contra coronavírus

Agência Brasil

A prefeitura de São Paulo informou nesta quinta, 30, que pode tornar as restrições de quarentena na capital “mais rígidas”, a fim de conter a propagação do novo coronavírus. Em nota,  acrescentou que “é remota a possibilidade de afrouxamento das regras atuais no curto prazo”, caso a taxa de isolamento social permaneça abaixo dos 50%, já que o mínimo recomendado é de 70%.

Como exemplo de medida mais rigorosa já adotada, a prefeitura cita a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção no transporte público, determinada pelo decreto Nº 59.384, e que vale a partir da próxima segunda-feira, 4. Também estão sendo promovidos, em diversos locais da cidade, bloqueios no trânsito, que deverão auxiliar na disseminação de orientações preventivas contra a covid-19.

Na mesma nota, a prefeitura destacou que os primeiros bloqueios em vias começaram hoje, às 7h, nas avenidas Sapopemba, do bairro Jardim Adutora; São Miguel, do Vila Norma; e Mateo Bei, do Cidade São Mateus, além de um ponto na Estrada do M’Boi Mirim. O critério de escolha dos locais levou em conta o fluxo de veículos e o índice de incidência da covid-19. As mensagens sobre a covid-19 serão transmitidas por meio de painéis móveis.

Ações de combate ao coronavírus

Na última segunda-feira, 27, o prefeito Bruno Covas já havia afirmado que poderia decidir pelo endurecimento das medidas de combate ao coronavírus. Na ocasião, ele inaugurava uma ala de 100 leitos, estruturada exclusivamente para o atendimento de pacientes com a doença, em um anexo Hospital Municipal de M’Boi Mirim – Dr. Moysés Deutsch.

Até as 15 horas desta quarta-feira, 29, a capital paulista registrava 15.925 casos confirmados da covid-19, 1.456 óbitos decorrentes da doença e 57.800 casos suspeitos. Em relação ao dia anterior, houve aumento de 4,7% e 9,5% nos índices, respectivamente. 

Diante da sinalização de maior severidade em relação às medidas, a Agência Brasil solicitou esclarecimentos à assessoria de imprensa da prefeitura e da Secretaria Municipal da Saúde e aguarda retorno.

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