Bahia registra 8.061 mortes por Covid-19; Salvador abre mais 30 leitos de UTI

Bahia registra 8.061 mortes por Covid-19; Salvador abre mais 30 leitos de UTI
Taxa de ocupação em leitos de UTI subiu 4% em 24h em SalvadorFoto: Raul Arboledo | AFP

Desde o começo da pandemia do novo Coronavírus, a Bahia já registrou 8.061 mortes causadas pela Covid-19, o que representa letalidade de 2,11%. Nesse cenário, a capital baiana atingiu, neste sábado, 21, a taxa de ocupação de 62% de leitos de Unidade de Terapia Intensa (UTI) destinados à Covid-19, levando à abertura de 30 leitos na cidade.

Segundo o secretário de Saúde da capital baiana, Leo Prates, serão reabertos 10 leitos de UTI no Hospital Municipal de Salvador e mais 20 novos leitos na segunda fase do Hospital Memorial. O gestor da pasta aproveita o momento para alertar sobre a pandemia. “As pessoas precisam entender que a pandemia não acabou”, disse em publicação nas redes sociais.

O aumento da taxa de ocupação dos leitos de UTI preocupa os gestores. Na sexta-feira, 20, o número estava em 58% em Salvador, o que representa um aumento de 4% em 24 horas. Salvador registrou, desde março, 95.257 casos confirmados.

Números na Bahia

Nas últimas 24 horas o estado registrou 1.781 novos casos de Covid-19 e 1.381 recuperados, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Apesar da preocupação na capital baiana, os números no estado mostram redução nos últimos três dias.

Na quinta, 19, o boletim da Sesab registrou 2.849 novos casos e na sexta-feira, 20, foram registrados 1.870 novos casos de infecção pela Covid-19.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (25,17%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (9.097,44), Itabuna (6.792,89), Madre de Deus (6.774,76), Almadina (6.698,39) e Aiquara (6.657,67).

Óbitos

O boletim da Sesab deste sábado contabiliza 20 óbitos que ocorreram em diversas datas. Conforme a secretaria, a existência de registros tardios ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19.

Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

Dentre os óbitos, 56,28% ocorreram no sexo masculino e 43,72% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,52% corresponderam a parda, seguidos por branca com 18,19%, preta com 14,87%, amarela com 0,73%, indígena com 0,10% e não há informação em 11,58%. As mortes foram registradas nos seguintes dias: 7 de outubro, 13 de outubro, 22 de outubro, 10 de novembro, 12 de novembro, 14 de novembro, 15 de novembro, 16 de novembro, 18 de novembro, 19 de novembro e 20 de novembro.

O percentual de casos com comorbidade foi de 71,71%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (74,27%).

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