Bahia conta com três estruturas para atendimento de presos com Covid-19; internos infectados são isolados

Bahia conta com três estruturas para atendimento de presos com Covid-19; internos infectados são isolados
O Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, conta com 260 vagas para atendimento de internos com o coronavírusFoto: Divulgação

Durante uma inspeção no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, realizada pela Defensoria Pública do Estado da Bahia para supervisionar a condição geral de saúde para os custodiados e a situação atual da estrutura, foram identificados 17 internos contaminados com a Covid-19 e 21 com suspeita da doença.

De acordo com o defensor público e coordenador da Especializada de Execução Penal, Pedro Casali, os detentos que tiveram exame positivo e com suspeita para o coronavírus foram isolados dos outros detentos, no Módulo 3 da unidade penal.

“A Seap (Secretaria de Administração Penitenciária do Estado da Bahia), no início da pandemia, reformou o Módulo, que estava interditado, para tratar presos que apresentassem a Covid. São mais de 260 vagas, em um espaço amplo e arejado”, afirmou em entrevista ao programa Isso é Bahia, na rádio A TARDE FM, na manhã desta terça-feira, 13.

Segundo Casali, o espaço foi subdividido para separar os internos com casos suspeitos da doença, dos casos leves e graves.

“No andar térreo ficam os presos que estão com a Covid-19, com a saturação regular. Na parte superior, os que estão com suspeita, esperando resultado. Caso haja um agravamento, eles são levados para a Central Médica da própria unidade, que tem suporte de ôxigênio. De lá, eles são encaminhados para hospitais e UPAs, fora do sistema prisional, para tratamento na UTI ou algo mais complexo”, explicou.

Inspeções

No estado da Bahia, há três estruturas instaladas nas unidades prisionais para isolar os detentos com a Covid-19: Complexo Penitenciário da Mata Escura (260 vagas), Conjunto Penal de Feira de Santana (76 vagas) e Conjunto Penal de Vitória da Conquista (30 vagas). Além destas estruturas, nas unidades femininas, há três celas que estão sendo usadas para o isolamento com o suporte da Central Médica Penitenciária.

“Nós temos feito inspeções regulares nestas unidades. O Módulo, que é recém-reformado, está em boas condições, a quantidade de presos é baixa e o ambiente não é insalubre. Não há qualquer tipo de queixa direta sobre estas estruturas nem quanto ao modelo de atendimento”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra:

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