‘O melhor presente que a população pode dar para Salvador é ficar em casa’, ressaltam profissionais de saúde

‘O melhor presente que a população pode dar para Salvador é ficar em casa’, ressaltam profissionais de saúde
Na linha de frente do combate ao coronavírus, Dr. João Marcos Medeiros é emergencista em dois grandes hospitais da capital baiana Foto | Arquivo pessoal

Maiara Lopes

Neste domingo, 29, Salvador completa 471 anos de fundação. Em meio à necessidade de se evitar aglomerações devido à pandemia do novo coronavírus, a prefeitura decidiu suspender o tradicional ‘Festival da Cidade’, evento que anualmente celebra o aniversário da capital baiana. Com 127 casos confirmados até as 17 horas de sábado, 28, profissionais de saúde reforçam que o melhor presente que os soteropolitanos podem dar ao município, neste momento, é ficar em casa.

Na linha de frente do combate ao coronavírus, o médico clínico, João Marcos Medeiros, emergencista de dois grandes hospitais da capital baiana, destaca que a cidade vem sendo referência em políticas públicas de enfrentamento à covid-19. Mas, que infelizmente essa é uma doença muito fácil de ser transmitida, por conta disso, é necessário que as medidas de isolamento social sejam reforçadas. “Nesse momento, é preciso ficar em casa. Nós sabemos que é difícil, mas, a ‘quarentena’ é uma grande manifestação de amor e empatia. Sem dúvidas, esse é o maior presente que a gente pode dar pra Salvador.

A prefeitura de Salvador, junto ao governo do estado, vem adotando diversas medidas para confrontar a pandemia. Entre elas, a suspensão de eventos, transporte público, o fechamento de estabelecimentos comerciais e a criação de barreiras nas estradas e aeroportos. Para Dr. João, a situação em Salvador está sendo muito bem gerenciada e isso vem trazendo resultados positivos , que ajudam a manter as circunstâncias sob controle. “É um grande desafio, mas, os hospitais estão se preparando, tomando todas as precauções necessárias. Isso é essencial para que possamos atender de maneira mais segura”, enfatizou.

Otimista, o médico acredita que as coisas tendem a melhorar e que logo poderemos contar com um remédio eficaz para as formas mais graves da doença. É muita gente pesquisando sobre o mesmo tema, unindo forças, isso me leva a acreditar que em breve conseguiremos diminuir os efeitos dessa pandemia. O baiano é muito criativo, e a gente tem bons locais de pesquisa no estado. Quem sabe essa cura não sai daqui?, questionou.

Apesar das perspectivas serem animadoras, precisamos permanecer com os pés no chão e entender que a melhora só virá em longo prazo. “É tudo muito novo e a gente não tem todas as respostas Então, a melhor forma de evitar o pico da doença ainda é manter-se no ambiente domiciliar. Eu tenho a convicção de que acharemos uma solução, mas, até lá, enfrentaremos dois ou três meses bem complicados”.

Atuando na área de oncologia, a enfermeira Karina Santana Froes concorda que as medidas estão sendo positivas, mas ressalta que o futuro ainda é incerto. É necessário reforçar os cuidados e reconhecer a seriedade dessa pandemia. “Eu quero pedir encarecidamente que vocês não negligenciem, para que não adoeçam e tenham que vir ao hospital. Fiquem em casa para evitar a propagação desse vírus. Estamos aqui por vocês. Fiquem em casa por nós’, finalizou.

Estamos aqui por vocês. Fiquem em casa por nós’, pede enfermeira.
Foto | Arquivo pessoal

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