Baianos pelo mundo: pandemia do coronavírus altera rotina de quem vive no exterior

Baianos pelo mundo: pandemia do coronavírus altera rotina de quem vive no exterior

A pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, assustou cidadãos de diversas partes do mundo e, por este motivo, muito países adotaram medidas restritivas, a fim de conter a disseminação do vírus. Baianos estão distribuídos nos cinco continentes, mas aqueles que vivem na Europa deram uma pausa na rotina e conversaram com o Portal A TARDE para detalhar as dificuldades enfrentadas neste momento de crise coletiva na saúde.

Espanha – A publicitária Viveca Santana, 40 anos, natural de Salvador, está vivendo há uma década no país e há três anos mora em Madri. Ela relatou como tem enfrentado, há uma semana, o confinamento. “Até para ir à farmácia tenho que comprovar à polícia. A recomendação das autoridades é a de permanecer o menor tempo possível na rua”. Segundo ela, a dificuldade vai além de ficar sem sair. “Os supermercados estão disponibilizando as compras online, mas a previsão de entrega é de uma semana, sendo que gestantes e idosos têm prioridade”, conta.

Quem também está por lá é a soteropolitana Carolina Barreiro, 36, que trabalha como publicitária na capital espanhola. “Ninguém imaginava que (o coronavírus) fosse tão sério e que evoluísse com a velocidade que estamos vendo. Está todo mundo bem preocupado, porém a mobilização da sociedade é realmente emocionante”, relata. Até agora, o país registrou quase 50 mil casos diagnosticados da doença.

Soteropolitana, Carolina Barreiro trabalha como publicitária na cidade Madri, Espanha | Foto: Reprodução

Há 14 anos, a tatuadora Tatiana Nogueira Amaral, 34, nascida na cidade de Poções, foi morar em Barcelona, na Catalunha, em busca de uma vida melhor. Pela primeira vez, ela está enfrentando uma situação como esta. “Por aqui, as ruas estão vazias. Até para passear com cachorros, por exemplo, não podemos ir a mais de 250 m de casa”. Ela continua: “ninguém pode sair da cidade. As estradas estão fechadas e nenhum transporte público funciona”.

Alemanha – A administradora Isabel Fadigas, 44, de Salvador, está no país há 10 anos e hoje vive em Frankfurt, onde trabalha no Deutsche Bank. A cidade, considerada o centro financeiro alemão, já tem mais de 30 mil casos de Covid-19, mas, segundo ela, este número pode ser ainda maior. “Tem-se contido o número de óbitos, porque muitos são jovens e o sistema de saúde ainda não entrou em colapso. A gente acredita que este cenário mude nas próximas semanas”, prevê. A chanceler alemã Angela Merkel decretou medidas semelhantes às adotadas na Itália e na Espanha, onde as escolas e comércio estão fechados, e só funcionam serviços essenciais, como supermercados e farmácias.

A administradora Isabel Fadigas vive na cidade de Frankfurt, considerada o centro financeiro da Alemanha | Foto: Reprodução

Em Hamburgo, a jornalista Beatriz Garcia, 32, vive um drama: está grávida de oito meses, portanto dentro do grupo de risco ao coronavírus. Ela diz estar apreensiva. “Já estou de licença-maternidade, mas meu marido ainda precisa trabalhar todos os dias, pois a empresa não ofereceu a possibilidade de home office. Também preciso ir às consultas do pré-natal, e fico muito nervosa de estar em um ambiente hospitalar”, revela.  Segundo ela, o governo decretou uma medida que proíbe o contato social. Ou seja, não está permitido socializar com mais de uma pessoa em espaços públicos.  

Portugal – O baiano Fernando Naiberg, 41, é natural de Salvador e trabalha como fotógrafo-editor audiovisual na cidade de Almada. As medidas adotadas pelo governo local são semelhantes às de outros países europeus. “O país está parado, salvo os agentes que necessitam atuar neste momento de emergência. A orientação é de ficar em casa”, diz. Sobre as restrições de circulação, ele conta que a população tem se comportado bem e seguido as orientações de quarentena.

“O país está parado. A orientação é ficar em casa”, diz o baiano Fernando Naiberg, que mora em Portugal | Foto: Reprodução

Inglaterra – Em Londres, a publicitária soteropolitana Lídia Fadigas, 40, está por lá há quase quatro anos, e relata o momento vivido pelos londrinos. “A situação está tensa, porque o coronavírus está se espalhando rapidamente. Pelas próximas três semanas, as pessoas devem ficar em casa e apenas sair para comprar comida, por problemas de saúde ou ir para o trabalho”. Apesar do temor, ainda há espaço para ações positivas. “Muitos grupos estão sendo criados no Facebook para ajudar pessoas que estão em isolamento, quarentena ou que, por qualquer outro motivo, não podem sair de casa. Esta corrente de solidariedade está muito forte e nos dá muita esperança de passar por esta situação de uma forma mais leve”, anima-se.

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6 Comments

  • Madalena
    25 de março de 2020, 11:48

    Deus os proteja onde estiverem. E a nós todos.
    Amém!

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    • joelson@Madalena
      25 de março de 2020, 14:51

      Deus abençoe e proteja vcs, e a todos nós! grande abraço Fernando a todos

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  • claudio lameira
    25 de março de 2020, 16:04

    Moro nos Estados Unidos ha 20 anos , nunca vi o que estamos passando aqui, mesmo com o 11 de Setembro.Estamos comedo. eu tenho um trabalho que e conciderado "Essential Job" Instituicao financeira temos que ir trabalhar no meio dessa catastrofe mundial.

    Todos nos tivemos que mudar e ajustar os nossos habitos aqui no dia a dia e no trabalho. usando mascaras ,luvas , distancia social entre as pessoas e sim lavar muito a maos.

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  • Marilia
    26 de março de 2020, 05:21

    Minha família está na Espanha e é exatamente isso que estão passando.

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  • JOSÉ CARLOS FIDALGO
    26 de março de 2020, 06:26

    Ótima matéria. Assim como os países da Europa fizeram tb devemos ficar em casa.

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  • Raphael
    27 de março de 2020, 07:09

    Vivo em Barcelona há 12 anos, realmente é impactante o que esta acontecendo, também gratificante de ver que o pais inteiro tem se mobilizados para combater o COVID-19. só queria concertar um cametario feito pela Tatiana Nogueira que disse que" os transportes publicos nao funcionam" isso infelizmente nao é assim ainda que eu gostaria q fosse porem funcionam com menos frquencia porem funciona e tomando medidas para que os seus trabalhadores nao se contagiem.
    abraço

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